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Grande mistério: Como o Universo começou?


13/08/2007
“Importa para mim porque eu sou um ser humano e não gosto de não saber das coisas” Carl Sagan

Mesmo que as teorias tentando resolver o mistério da origem o Universo estejam ficando cada vez mais complexas, os cientistas são assombrados pela possibilidade de que algumas das conexões mais críticas na cadeia de raciocínio estejam erradas.

Mistérios fundamentais

De acordo com o modelo padrão do Big Bang, o universo nasceu durante um período de inflação que começou há aproximadamente 13,7 bilhões de anos atrás. Como um balão que expande rapidamente ele inflou desde o tamanho menor do que um elétron até o tamanho atual em uma minúscula fração de segundo.

Inicialmente, o universo era permeado apenas por energia. Alguma desta energia congelada em partículas que compunham átomos de luz como hidrogênio e hélio. Estes átomos se aglomeraram primeiro em galáxias, em seguida estrelas, dentro destas fornalhas todos os demais elementos foram forjados.

Essa é a imagem geral da idéia de como ocorreu a origem do universo, de acordo com os cientistas. É um modelo poderoso que explica muitas das coisas que os cientistas vêem quando olham para o céu, tal é a incrível suavidade do espaço-tempo em grande escala e a distribuição equilibrada de galáxias do outro lado do universo.

Mas há coisas sobre esta teoria que deixam os cientistas inquietos. Para começar, a idéia de que o universo teve um período de rápida expansão no começo de sua história não pode ser testada diretamente, e se baseia na existência de uma misteriosa forma de energia do princípio do universo que desapareceu muito tempo atrás.

“A expansão é uma teoria extremamente poderosa e ainda não temos idéia do que a causou -- ou sequer se é uma teoria correta, no entanto, funciona extremamente bem”, disse Eric Agol, um astrofísico da Universidade de Washington (EUA).

Para alguns cientistas a expansão é um estranho elemento do modelo do Big Bang, alguma adição mais complexa foi incluída para que ela se encaixasse nas observações. Não foi, porém, a última adição.

“Nós também aprendemos que tem que existir matéria escura no universo, e agora, energia escura”, disse Paul Steinhardt, um físico teórico da Universidade de Princeton (EUA). “Portanto o modelo funciona hoje assim `Ok, você pega um Big Bang, alguma expansão, ajeita para que tenha certas propriedades, em seguida adiciona uma certa quantidade de energia escura´. Estes elementos não estão conectados em uma teoria coerente”.

“O que é perturbador é que você tem uma teoria e faz uma nova observação, você tem que adicionar novos componentes”, disse Steinhardt. “E eles não estão conectados... Não há razão para adicioná-los e não há razão específica para adicioná-los em uma certa quantidade, exceto as observações. A questão é o quanto se está explicando e o quanto se está engenhando um modelo. E nós ainda não sabemos.”

Universo sem idade

Nos últimos anos Steinhardt esteve trabalhando com seu colega Neil Turok na Universidade de Cambrige em uma alternativa radical ao modelo padrão do Big Bang.

De acordo com a idéia deles, chamada de teoria do universo ekpirótico, o universo teria nascido não de uma vez mas em múltiplos ciclos de morte por incêndio e renascimento. Enormes “branas” parecidas com lençóis, representando partes diferentes do universo, colidem a cada um trilhão de anos, iniciando explosões do tipo Big Bang que re-injetam matéria e energia no universo.

A dupla afirma que a sua teoria ekpirótica ou “cíclica” explicaria não apenas a expansão, mas outros mistérios cósmicos também, incluindo matéria escura, energia escura e porque o universo parece estar se expandindo a uma taxa de aceleração crescente.

Mesmo que controversa, a teoria cíclica levanta a possibilidade de que o universo não tem idade e se auto-renove. É uma perspectiva mais inspiradora de que um universo tenha um começo e um fim, e que as estrelas, mesmo as mais velhas, têm vidas curtas como as moscas no grande esquema das coisas.

“O universo realmente se parece com qualquer um dos modelos que nós criamos? Eu gostaria de pensar que o esforço que a sociedade coloca nas pesquisas científicas esteja nos colocando mais perto das verdades fundamentais, e não seja apenas uma forma de criar ferramentas úteis”, disse o astrônomo da Caltech Richard Massey. “Mas eu estou igualmente horrorizado com a idéia de descobrir que tudo o que eu sei esteja errado, e secretamente anseio que eu não esteja.” [LiveScience]



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